domingo, 21 de junho de 2020

Naquele dia não foi a tecnologia que falhou...

Os alunos estavam concentradíssimos fazendo o curso preparatório para o Celpe, estavam lendo o enunciado da tarefa de vídeo . Naquele dia nada falhou, nem a eletricidade, nem o aparelho, tudo estava perfeito.

 Depois de terem lido o enunciado, vou perto do aparelho para a transmissão do vídeo, preparado com antecipação, tudo certinho,o aparelho tinha sido testado antes, aquela concentração, dei play no aparelho e o vídeo começou.

Concentração... nem um pio para não perderem nenhum detalhe que deve ser usado nas redações que os alunos devem fazer.

Um minuto assistindo o vídeo e eis que entra na sala a nossa mascote, o Cinza, que não é cinza, mas é bege, era cinza quando filhote, por isso esse nome; estava acostumado a entrar na sala de alguns professores, assistir aula; o melhor aluno.

Os alunos começam a se desconcentrarem, o cinza atravessa o salão sem pedir licença, caminha fila por fila, entra numa das filas, sobe na poltrona e se senta ao lado de uma aluna muito linda, a Milena, ele não é bobo. Pronto! Acabou a concentração, ninguém mais interessado no vídeo, levantaram-se, começaram a fazer sefies com o Cinza, aquela bagunça, aquela alegria.

O vídeo? Ah! Teve que ficar pra outro dia...


 


terça-feira, 16 de junho de 2020

Melhorando sua pronúncia do português



Vamos estudar os sons nasais com uma música:

Canção Da América
Milton Nascimento

Amigo é coisa pra se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver seu amigo partir

Mas quem ficou, no pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou
E quem voou, no pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou

Amigo é coisa pra se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância digam “não”
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração

Pois seja o que vier, venha o que vier
Qualquer dia, amigo, eu volto
A te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar












domingo, 7 de junho de 2020

No meio do caminho _ poesia de Carlos Drummond de Andrade

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.


Operação plástica no nariz